Deputados federais de MS apontam novos mercados após “tarifaço” de Trump

Deputados federais de MS apontam novos mercados após “tarifaço” de Trump

Integrante da bancada de MS disse que Estados Unidos não fugirão dos impactos das taxas

A bancada federal de Mato Grosso do Sul indica que Mato Grosso do Sul pode expandir o mercado de exportação após o “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (2). Os produtos brasileiros enviados aos norte-americanos serão taxados em 10% a partir do próximo sábado (5). 

A deputada Camila Jara (PT-MS) aponta que o Brasil já sentiu os efeitos desta sobretaxa na economia, com queda no Ibovespa e alta do dólar nas primeiras horas. Contudo, pondera que outros países podem absorver os produtos brasileiros no lugar dos Estados Unidos.

“Aqui no Mato Grosso do Sul temos uma oportunidade única de ampliar nossas exportações de carnes, produtos agrícolas e até madeireiros para a China. Com o aumento das tarifas americanas sobre os chineses, o Brasil pode se consolidar como um fornecedor estratégico para o gigante asiático. É hora de aproveitar essa janela de oportunidade e fortalecer nossa posição no mercado global”, aponta. 

A parlamentar explica que o “tarifaço” deve impactar diretamente produtos brasileiros como carros, aço, etanol e até semicondutores. No caso do agronegócio, o prejuízo pode ser semelhante com o que aconteceu quando Trump adotou a mesma medida no primeiro mandato.

Ela avalia que o Brasil poderá negociar com o avanço do ‘PL da Reciprocidade’ no Congresso Nacional. O projeto prevê medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países a produtos brasileiros.

“Os Estados Unidos são o segundo maior exportador para o nosso país, enquanto o Brasil ocupa apenas a 18ª posição no mercado americano. Isso nos dá uma oportunidade estratégica de negociação, especialmente em setores como o petróleo, que dificilmente será taxado”, acredita. 

Marcos Pollon (PL)

Ao Midiamax, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) avalia que os Estados Unidos será prejudicado com a taxação. “A taxação de produtos brasileiros vai ser arcada pelo povo norte-americano e, claro, afeta a nossa economia. Do mesmo modo, toda a política de taxação de produtos americanos também vai ser suportada pelo brasileiro”, aponta. 

O parlamentar também se posicionou contra o aumento de tributos. “Eu sou contrário a todo e qualquer aumento de imposto ou tarifa, não importa a circunstância, de modo que, em qualquer cenário, a imposição de qualquer tarifa, taxa ou tributo acaba recaindo sobre a população”, afirma. 

Vander Loubet (PT)

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) também acredita que os Estados Unidos será o mais prejudicado com a decisão de Trump, mas pondera que haverá efeitos ao Brasil. 

“As taxações que estão sendo impostas são menores se comparadas com as de outros países. Acho que, nesse sentido, temos que fazer o dever de casa e trabalhar para tirar daí oportunidades com os demais países do mundo”, avalia. 

Sobre as negociações do Governo Federal, o deputado relembra que a diplomacia brasileira tem trabalhado para expandir as relações diplomáticas com outros países. 

“Na questão política, o governo Lula mandou e nós no Congresso já aprovamos a questão da reciprocidade. E numa outra frente a gente já tem o Governo Federal, desde 2023, preocupado em estabelecer e restabelecer relações diplomáticas e comerciais com os demais países do mundo, permitindo que a gente abra novos mercados e fortaleça os mercados que já existem. Esse é o caminho”, aponta.

Dr. Luiz Ovando (PP)

O médico Luiz Ovando (PP-MS) classificou o presidente Trump como “bravateiro” e também se mantém otimista sobre as oportunidades comerciais que podem surgir para Mato Grosso do Sul. “Primeiro, nós estamos diante de um bravateiro. Ultimamente, vem acontecendo isso muito. Segundo que é uma grande oportunidade, inclusive, para Mato Grosso do Sul, que é um estado iminentemente agropecuário, e que os recursos, ou seja, a produção agropecuária passa a ter uma capacidade de competição”.

O parlamentar também considera que a queda do dólar nesta quinta-feira (3) irá ajudar o Brasil a comprar mais insumos. “Os americanos taxaram os japoneses. Ter condição, inclusive, de vender para os japoneses sem grandes problemas. Eu quero crer que eles não vão retalhar e, consequentemente, nós vamos ter oportunidades de negócio melhores”, torce.

Midiamax também entrou em contato com os demais deputados federais Beto Pereira (PSDB), Rodolfo Nogueira (PL), Geraldo Rezende (PSDB) e Dagoberto Nogueira (PSDB), mas não obteve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

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