Terror do INSS? Idoso completa 114 anos e prepara festa de ‘arromba’ em Campo Grande

Terror do INSS? Idoso completa 114 anos e prepara festa de ‘arromba’ em Campo Grande

Apesar de ser mais velho que detentor oficial de recorde, Antônio não foi reconhecido pelo Guinness World Records

Completar mais um ano de vida já é bom, mas imagina chegar aos 114? Pois é, o idoso Antônio José Fernandes vai ter esse privilégio. Neste sábado, 13 de junho, ele completa um século e quatorze anos de vida.

Natural de Sergipe, Antônio nasceu em 13 de junho de 1912. Ele veio para Mato Grosso do Sul ainda criança e passou a maior parte da sua vida no município de Nioaque. Depois que ficou viúvo, em 2001, passou a ter uma vida solitária e decidiu vender a chácara onde morava, mudando-se para o bairro Guanandi, em Campo Grande, onde fica sob os cuidados da neta, Patrícia Ajala.

Para celebrar a data, os familiares de Antônio José estão preparando uma festa de arromba para amigos e familiares do idoso, que será realizada no dia 27 de junho, com direito à música ao vivo.

Em entrevista ao Jornal Midiamax, Patrícia contou que o avô está empolgado para a festa.

“Ele está lúcido, andando, falando. Ele está bem, graças a Deus. Sabe da festa e está bem entusiasmado”, contou ela.

Apesar de ser mais velho que o cearense João Marinho Neto, de 112 anos, tido como o homem mais velho do mundo pelo Guinness World Records em 2024, Antônio não foi reconhecido pelo livro dos recordes. 

Mais velho de MS?

Isso mesmo, Antônio é o homem mais velho de Mato Grosso do Sul e possivelmente o segundo mais velho do país, ficando atrás apenas do mineiro Luís Carlos dos Santos, conhecido como seu Luizinho, que completou 118 anos em fevereiro deste ano.

Já entre as mulheres, a mais longeva é a freira gaúcha Inah Canabarro Lucas, de 116 anos. 

Ciência explica?

Além do senhor Antônio, Campo Grande teve outros idosos que ultrapassaram a marca dos 100 anos, como foi o caso de Aniceto Benedito Silva, que chegou aos 113 anos de idade e faleceu em 2024. Por isso, o Jornal Midiamax decidiu procurar um especialista para explicar se o ambiente poderia influenciar a longevidade.

A neurocientista Larissa Galli pontuou que, de fato, Campo Grande possui fatores que podem impactar a qualidade de vida dos moradores.

“A cidade possui uma boa qualidade de vida para os padrões brasileiros, incluindo infraestrutura de saúde e acesso a alimentos frescos e menos processados. O clima quente favorece a exposição ao sol, essencial para a síntese de vitamina D, que desempenha um papel importante na saúde óssea e imunológica”, explicou.

Entretanto, não é só o ambiente que influencia. Elementos como genética, estilo de vida e questões ambientais também impactam a longevidade.

FONTE

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