Procuradoria pede impugnação de candidatura ao Governo em MS

Procuradoria pede impugnação de candidatura ao Governo em MS

A PRE-MS (Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso do Sul), protocolou pela impugnação da candidatura do postulante do Agir ao Governo do Estado, Jeferson Bezerra. 

A medida está relacionada com a não prestação de contas da campanha de 2024, quando tentou cargo de vereador em Dourados. Na ocasião, ele concorreu pelo Partido Verde e terminou o pleito com 95 votos, não alcançando uma das 21 cadeiras do Legislativo local.

“Segundo consta, Jeferson Bezerra candidatou-se em 2024 ao cargo de Vereador nas Eleições Municipais de Dourados/MS. Não obstante, apesar de sua experiência em campanhas eleitorais anteriores, bem como do seu dever legal de prestar contas, Jeferson permaneceu inerte, fato que ensejou o julgamento das suas contas como não prestadas tendo a decisão transitado em julgado em 18/03/2025”, diz o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto, em um dos trechos do processo. 

O documento ainda contesta algumas informações apresentadas pelo candidato. 

“Superadas as questões preliminares trazidas ao conhecimento deste Eg. TRE/MS, cumpre observar que, em análise aos autos, o requerente, apesar de regularmente escolhido(a) em Convenção Partidária (conforme se depreende da Ata de Convenção disponibilizada nos autos do DRAP), não preenche todos os requisitos constitucionais e legais necessários ao deferimento do seu pedido de registro”, aponta o procurador.

No mesmo processo, datado de quarta-feira (19/8), é dado prazo de sete dias para o candidato contestar o pedido de impugnação e apresentar os documentos necessários relacionados ao fato.

Dourados News entrou em contato com o candidato Jeferson Bezerra para um posicionamento e, segundo ele, a campanha continuará e que a defesa contestará a petição no prazo da lei

Nas eleições para o Governo, além do candidato do Agir, outras sete pessoas concorrem: Eduardo Riedel (PP), João Henrique Catan (NOVO), Fábio Trad (PT), Daniel Lemes (PCO), Delcídio do Amaral (PRD), Lucien Rezende (PSOL) e Economista Renato Gomes (DC). 

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