Operação que prendeu mulher em Dourados tem alvos em mais 4 cidades por golpe do falso advogado
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação “Alvará Fantasma”, que mira um grupo criminoso envolvido no golpe do falso advogado. A ação teve apoio das Polícias Civis do Mato Grosso do Sul e do Piauí, e resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária em Dourados, Três Lagoas, Campo Grande e Nova Andradina, além de um mandado de prisão em Geminiano (PI).
Em Dourados, a operação teve continuidade com o cumprimento de mandado contra Francielly Avalo dos Santos, de 33 anos, já noticiado pelo Dourados News, suspeita de emprestar contas bancárias para movimentar valores obtidos por meio das fraudes. O mandado foi cumprido por equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG).
A investigação, conduzida pela Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais (DCE/DIC) de Florianópolis, começou em junho deste ano após o registro de uma vítima catarinense que sofreu prejuízo de cerca de R$ 100 mil.
O trabalho de inteligência apontou que o grupo atuava principalmente a partir de Nova Andradina, mas aplicava golpes em diferentes estados.
Segundo o delegado Caio Bicalho, titular da Delegacia de Nova Andradina, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por advogados, fazendo uso de nomes, fotos e registros reais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para conferir credibilidade às abordagens.
As vítimas eram convencidas a efetuar pagamentos referentes a supostas custas processuais ou alvarás judiciais, com base em documentos falsificados que imitavam timbres e assinaturas do Poder Judiciário.
Durante a ação, foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos usados nas fraudes. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 300 mil em cada uma das 63 contas bancárias ligadas aos investigados.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo já causou prejuízos superiores a R$ 170 mil em pelo menos outras três vítimas de Santa Catarina. Os sete detidos responderão por fraude eletrônica e associação criminosa.
A operação marca uma nova etapa no enfrentamento de crimes cibernéticos que se utilizam de perfis falsos e dados profissionais reais para aplicar golpes em todo o país.

