Durante cumprimento de mandado em mansão, PF encontra celulares em laje
Dois aparelhos celulares foram encontrados pela Polícia Federal sobre a laje de uma casa, durante cumprimentos de mandados na Operação Contra-Ataque III, deflagrada na manhã desta quinta-feira (14/8), em Campo Grande.
A ação tem como objetivo combater os crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro e acontece em conjunto com a Receita Federal do Brasil.
Nas imagens aéreas disponibilizadas pela PF, é possível observar o momento que objetos são avistados e um agente sobe na escada, encontrando os aparelhos, possivelmente deixados lá para evitar apreensões.
De acordo com as informações repassadas pela polícia, no total são quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão, todas expedidas pela Justiça Uberaba (MG) e realizadas na capital sul-mato-grossense.
Investigação
A nova fase da operação ocorre após análise de materiais apreendidos em investigações realizadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado – FICCO/MG, relacionada a uma organização criminosa dedicada a comercialização de armas e drogas na região do Triângulo Mineiro.
Após a identificação de que os fornecedores estariam sediados em Campo Grande, houve decisão judicial da 1ª Vara Criminal de Uberaba, autorizando o compartilhamento de provas, as quais foram encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul para prosseguimento da apuração.
“Com o aprofundamento das investigações, foi possível constatar um complexo esquema elaborado para consecução da traficância, com a utilização de mercadorias agrícolas para ocultar as drogas e empresas, que apresentaram vínculos com os investigados, para o recebimento dos valores atinentes às negociações. Referidas empresas não possuíam lastro fiscal para a realização de substanciais movimentações financeiras, adotando atividades econômicas como comercialização de veículos e oficinas mecânicas para blindar a origem dos recursos”, diz em nota encaminhada a Polícia Federal.
Os mandados são cumpridos em residências e estabelecimento empresariais (incluindo um haras), além do sequestro de contas bancárias e bens imóveis vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com o esquema criminoso.

