Diretor-presidente da Agesul é preso em operação que apura corrupção na Prefeitura de Campo Grande
Rudi Fiorese é alvo de investigação pelo período em que foi secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos da Capital
O ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande e atual diretor-presidente da (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante operação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
Rudi Fiorese é suspeito de corrupção em investigação sobre contratos de tapa-buracos e manutenção de vias na Capital. De acordo com o portal Campo Grande News, ao todo sete pessoas já foram presas.
Rudi esteve à frente da pasta municipal de 2017 a 2023. Ele saiu um ano após Adriane Lopes assumir a prefeitura. Desde fevereiro de 2026, ocupa o cargo de diretor-presidente da Agesul.
Ele foi preso em seu apartamento no Edifício Solar das Garças, na Rua das Garças, no Centro de Campo Grande. Vizinhos contaram que quatro viaturas descaracterizadas chegaram ao local por volta de 6h, com aproximadamente oito agentes do Gecoc.
A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística informou que tomou conhecimento da operação e reforçou que Rudi é investigado por sua atuação na Secretaria de Obras da Capital.
“A Seilog esclarece que tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. A Seilog acompanha o desenrolar da investigação, e está comprometida em adotar todas as medidas necessárias para garantir a lisura e transparência na administração pública”, informou o governo em nota enviada ao Campo Grande News. Minutos depois, o Governo Riedel anunciou que Fiorese será exonerado do comando da Agesul ainda hoje.
A operação de hoje também cumpre mandados de busca e apreensão na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, no Jardim Monumento. Equipes do Ministério Público recolheram documentos, processos e arquivos ligados aos setores de tapa-buracos e manutenção de vias não pavimentadas, incluindo contratos firmados desde 2019, período em que Fiorese comandava a pasta durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Até agora, o Ministério Público não informou quem são os outros seis presos.


