Corpo encontrado no Inferninho tem marcas de violência, diz delegado
Homem será identificado por meio do registro da tornozeleira eletrônica
Junto ao corpo do homem encontrado na Cachoeira do Inferninho, na manhã deste domingo (22), não foram encontrados documentos que possibilitem a identificação da vítima. No entanto, segundo o delegado Roberto Morgado, responsável pelo caso, o homem estava com tornozeleira eletrônica.
O corpo começou a ser retirado do local por volta das 11h, e nele foram encontradas marcas de violência, com cortes nas mãos e marcas no pescoço. Apesar disso, o delegado não acredita que o homem tenha sido jogado de cima do penhasco. A hipótese é de que ele tenha usado uma trilha de acesso à base da cachoeira para chegar ao local. No entanto, os fatos só poderão ser comprovados mediante a conclusão da perícia.
Também não foram encontradas identificações ou itens pessoais ao redor de onde o corpo foi encontrado. Por isso, ele será identificado por meio do registro da tornozeleira.
O caso
O corpo foi encontrado na manhã deste domingo (22), por volta das 8h, na Cachoeira do Inferninho, por um grupo que foi até o local para praticar rapel.
A cachoeira é muito procurada, principalmente aos fins de semana, por pessoas que praticam a atividade esportiva, a qual consiste na técnica de descida vertical utilizando cordas e equipamentos de segurança, originada do alpinismo. Conforme testemunhas, o corpo é de uma pessoa do sexo masculino.
Profissional do ramo, Sérgio Antônio de Melo, de 55 anos, preparava equipamentos para fazer a descida em grupo quando avistou o corpo.
“Eu estava com a minha equipe, e, de cima, nós vimos lá embaixo o corpo. Descemos pra verificar, né? Deu pra perceber que é um rapaz”, conta Sérgio, que atua na área há 4 anos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e foi até o local.


