Alta de ICMS proposta pelo Governo terá repasse imediato em postos de MS, diz Sinpetro 

Alta de ICMS proposta pelo Governo terá repasse imediato em postos de MS, diz Sinpetro 

Segundo entidade, obrigatoriedade do recolhimento tributário inviabiliza a absorção do custo pelas empresas

Os postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul devem repassar integralmente aos consumidores o aumento das alíquotas fixas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A confirmação é do presidente do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis), Edson Lazarotto. De acordo com o dirigente, a obrigatoriedade do recolhimento tributário inviabiliza a absorção do custo pelas empresas, ainda que os preços nas bombas pressionem o bolso do consumidor.

“Quando é imposto, não tem como o empresário reter, ele tem que repassar porque ele tem que pagar o imposto”, afirma.

Fim de subvenções e impacto no bolso
Além da atualização do ICMS, Lazarotto alerta que os preços nas bombas sofrerão uma segunda elevação na mesma quinzena, em decorrência do término das desonerações.

“Vai cair a subvenção do diesel, vai cair a subvenção da gasolina agora, dia 9. Toda a tendência é subir além desse imposto”, destaca o presidente do Sinpetro-MS.

O sindicato demonstrou preocupação, uma vez que o encarecimento do produto nas bombas coincide com o período de pagamento de despesas anuais das famílias, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e as mensalidades escolares.

O sindicato projeta uma retração de consumo superior à variação entre 10% e 15% já esperada pelo período de férias. Com o aumento dos preços, a expectativa é de queda no volume de vendas no estado ao longo dos primeiros meses do ano.

Sobre a tentativa dos motoristas de fugir dos novos preços, Lazarotto relata o comportamento padrão verificado pelo setor às vésperas da vigência das novas tabelas. “O que acontece normalmente é que o consumidor acaba abastecendo dois, três dias antes e enche o tanque”, explica.

Para Lazarotto, apesar de estar na mira da nova alíquota, o etanol deve seguir sendo mais atrativo para o consumidor, que já tem optado pelo combustível para contornar os preços da gasolina.

Entenda as novas alíquotas nacionais
O reajuste nacional obedece a uma determinação do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e atinge todo o país na mesma data.

Com a mudança, o imposto estadual passará a ser de R$ 1,64 por litro para a gasolina e o etanol anidro; R$ 1,30 por litro para o diesel; e R$ 1,54 por quilo para o gás de cozinha (GLP).

A nota oficial publicada pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) informa que a correção cumpre a Lei Complementar 192/2022.

O documento ressalta, no entanto, que os governos estaduais monitoram a instabilidade dos preços internacionais do petróleo e avaliam mecanismos jurídicos para antecipar a atualização dos valores no diesel.

O Ministério da Fazenda publicou, na terça-feira (27), a Portaria MF nº 3.181, de 27 de outubro de 2026, que prorroga por mais 30 dias a subvenção econômica de R$ 2,12 por litro de óleo diesel, destinada a produtores e importadores do combustível, nos termos da Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026.

A medida mantém o valor atualmente vigente do benefício e busca reduzir os impactos das oscilações do mercado internacional sobre os custos de abastecimento no país.

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