Gaeco mira grupo que fraudava licitações e cumpre mandados em Dourados e seis cidades

Gaeco mira grupo que fraudava licitações e cumpre mandados em Dourados e seis cidades

Operação Trama Oculta desencadeada nesta quarta-feira (28/10) pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), cumpre mandados de busca e apreensão no município de Dourados e outras cidades do Estado.

A ação busca desarticular um esquema de fraude a licitações e superfaturamento de contratos públicos praticado por empresários do setor de vestuário e confecções.

Ao todo, o Gaeco cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de medidas cautelares diversas da prisão.

Além de Dourados, as ordens judiciais são executadas nos municípios de Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

Os mandados cumpridos nos municípios ainda não foram detalhados pela operação. 

Provas e cartel

As investigações do Ministério Público tiveram início a partir de dados e provas extraídos de um aparelho celular apreendido durante os trabalhos da Operação Malebolge, deflagrada em fevereiro deste ano. A análise do material revelou indícios da existência de uma rede criminosa paralela coordenada por empresários do ramo têxtil.

Conforme apontado pelo Gaeco, o grupo agia como um cartel, realizando ajustes e combinando previamente os preços das propostas que seriam apresentadas nos pregões das prefeituras e órgãos públicos. A estratégia visava simular uma falsa concorrência para elevar os valores finais dos certames.

Em diversas situações, o grupo também cooptava servidores públicos para facilitar os direcionamentos e garantir o superfaturamento das compras.

Até o momento, os peritos e promotores identificaram ao menos 15 processos licitatórios fraudados pela organização criminosa, em contratos cujos montantes alcançam cerca de R$ 3 milhões.

Operação

O nome “Trama Oculta” faz uma dupla referência desenvolvida pelos investigadores do Gaeco: alude diretamente ao produto comercializado pelas empresas investigadas (a trama do ramo de confecções) e, simultaneamente, às articulações de bastidores tecidas entre os empresários e agentes públicos para burlar os mecanismos de controle dos pregões.

FONTE

admin