Secretários e vereadores são afastados após operação que apura corrupção em hospital
A 2ª fase da Operação Dirty Pix, que investiga a chamada “Máfia do Pix”, resultou no afastamento de dois secretários da Prefeitura de Sidrolândia e de três vereadores da Câmara local.
O prefeito Rodrigo Basso oficializou o afastamento por 180 dias do secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Enelvo Iradi Felini Junior, e do secretário de Agricultura e Abastecimento, Cleyton Martins Teixeira.
O decreto foi publicado nesta quinta-feira (8/10) no Diário Oficial do município.
Durante o período, que não tem prazo definido, o próprio prefeito assumirá a ordenação de despesas das duas secretarias. Além disso, o Executivo exonerou José Ademir Gabardo do cargo comissionado de Assessor de Serviços Especializados, vinculado à Segov (Secretaria de Governo e Desburocratização).
Legislativo
Já na Câmara de Sidrolândia, a Justiça determinou o afastamento por 180 dias dos vereadores Adavilton Brandão, Cledinaldo Cotócio e Izaqueu de Souza Diniz, conhecido como “Gabriel Autocar”.
Com a vacância temporária das cadeiras na Casa de Leis, serão convocados os suplentes definidos no pleito das Eleições 2024: Maria Tereza Fiúza Ferreira (Maria Fiúza), Itamar de Souza Silva e Claésio Lechner de Albuquerque.
O presidente do Legislativo municipal, Otacir Figueiredo, informou que a Casa de Leis aguarda a notificação oficial da Justiça para adotar as providências regimentais cabíveis.
Nova fase
Conforme matérias publicadas pelo Dourados News na quarta-feira (7/10), a segunda fase da Operação Dirty Pix foi deflagrada de forma conjunta pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) e a 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia.
A ação ostensiva cumpriu três mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.
Entre os presos na quarta-feira estão o presidente da Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuvis Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor e articulador político Júlio César Alves da Silva.
As investigações do Ministério Público apontam o desvio de mais de R$ R$ 18 milhões em verbas públicas destinadas à aquisição de insumos, equipamentos, além de reformas no hospital municipal.
O esquema funcionava por meio de planos de trabalho com superfaturamento e direcionamento de licitações, com distribuição das propinas fracionadas via transações Pix para agentes públicos e políticos.
Ao dar entrada na delegacia na quarta-feira, o presidente do hospital, Jacob Breure, declarou à reportagem estar com a “alma tranquila” e afirmou “não dever nada”, enquanto sua defesa colocou o investigado à disposição da Justiça.
*Com informações do Campo Grande News

