Em estado de fronteira, Caiado defende autonomia para governadores no combate ao crime
Ex-governador de Goiás mencionou parcerias com países que fazem fronteira com o Brasil
Em visita a Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (15), o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) comentou os planos para a segurança pública caso seja eleito, o que inclui autonomia aos governadores.
O presidenciável citou parceria com países limitrofes ao Brasil, o que seria de interesse a Mato Grosso do Sul, já que faz fronteira com Paraguai e Bolívia. Os dois países são algumas das principais portas de entrada para o tráfico de armas e drogas.
“Vou governar com os governadores, vou alterar a Constituição brasileira para dar mais poder aos governadores. [Eles] terão a maior capacidade de legislar no seu estado”, detalhou Caiado.
‘Cada um que se explique’, diz Ronaldo Caiado sobre escândalo de Bolsonaro com Vorcaro
A Polícia de Mato Grosso do Sul apreendeu cerca de 615 armas no primeiro quadrimestre de 2026. De acordo com o painel estatístico da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o número representa pouco mais de um terço do total de apreensões realizadas em 2025, quando o montante foi de 1.779 armas.
O ex-governador de Goiás tem entre as principais bandeiras o combate ao crime organizado e citou ainda que “não cabe ao governador se ocupar de crimes que são federais”.
“Crime federal é tráfico de armas, tráfico de drogas e, ao mesmo tempo, lavagem de dinheiro. Isso tudo é função do Governo Federal”, destacou.
O pré-candidato ainda falou em investimento em tecnologias que possam contribuir para o combate ao crime, como apoio de imagem de satélites. “Vou fazer com que haja um investimento em segurança pública nos presídios para acabar com essa história de que presídio é a universidade do crime, e vamos avançar cada vez mais no investimento”, afirmou.
‘Cada um que se explique’

Para o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), a explicação deve ser individual sobre o escândalo do apoio de Daniel Vorcaro à família Bolsonaro, no âmbito da produção do filme sobre o ex-presidente. Em Campo Grande nesta sexta-feira (15), o pré-candidato a presidente da República disse que a Justiça deve apurar quem está envolvido no caso Master.
“O que realmente a Justiça vai apurar [são] os fatos de todos aqueles que estão envolvidos no caso Master. É algo impressionante”, comentou durante coletiva na capital de Mato Grosso do Sul. Contudo, destacou: “Agora, cada um que se explique”.
Reportagens do Intercept mostram envolvimento de Vorcaro na produção do filme do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dois filhos de Jair são citados: o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, que cobrou investimento de Vorcaro para a produção do filme; e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, que assinou como produtor-executivo o contrato do filme e tinha controle financeiro dos recursos.

