Fórum da Avimasul discute biossegurança e impactos da reforma tributária na avicultura

Fórum da Avimasul discute biossegurança e impactos da reforma tributária na avicultura

Em expansão tanto no volume de abates quanto em receita com exportações, o setor avícola de Mato Grosso do Sul lotou o pavilhão de eventos do Parque de Exposições João Humberto Andrade de Carvalho, para discutir as principais demandas do setor nesta sexta-feira, dia 15, durante o 5º Fórum Avimasul (Associação de Avicultura de MS), na 60ª Expoagro.

Produtores, técnicos e autoridades ligadas ao setor dentro e fora do Estado, além daquelas que pretendem investir na avicultura sul-mato-grossense, se reuniram para palestras e debates, além de visitas a estandes de empresas ligadas à indústria aviária e prestadores de serviços.

“Hoje nós somos o oitavo maior produtor de nível nacional. Nós estamos no sétimo lugar no ranking das exportações. Nós somos uma potência na avicultura. A gente fala assim que nos próximos dois ou três anos muita coisa vai acontecer dentro da avicultura do Mato Grosso do Sul. A “menina dos olhos” do Estado, eu costumo dizer que são aves”, afirma a presidente Avimasul, Francielle Corneli.

4770053a f9f2 43b5 ba0e 58acdf4ffcfcFrancielle Corneli, presidente da Avimasul. – Foto: Clara Medeiros / Dourados News.

Entre os temas escolhidos pelos produtores para o Fórum com base no que preocupa o setor produtivo, estão os ligados à biossegurança dos plantéis; vivência da crise sanitária no Rio Grande do Sul; defesa sanitária; padrões de qualidade de carcaça; e impactos da Reforma Tributária para o setor, especialmente como ficam os incentivos fiscais.

FRANGO VIDA

Uma das preocupações do setor, inclusive, é como a reforma vai afetar o Frango Vida, programa do governo estadual de incentivo à produção de aves. Um dos palestrantes do evento, o secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Rogério Beretta, falou sobre a iniciativa.

Ele pontua que o programa não é de incentivo tributário, mas financeiro. Isso porque não há isenção de ICMS, visto que o produtor não paga. O valor do tributo é usado apenas para calcular o que vai ser pago de incentivo financeiro.

Nesse contexto, ele acredita que o setor precisa trabalhar junto com o governo estadual, em diálogo com a União, para encontrar mecanismos de garantia para destinação de recurso ao programa que está trazendo resultados consistentes ao setor. “O Governo vai trabalhar para a gente conseguir uma fonte de financiamento para a gente continuar o programa depois da Reforma”, pontua o secretário.

78fdccf7 ed5d 400d 9eb8 d61e85746ef4Rogério Beretta, secretário de Estado da Semadesc. – Foto: Clara Medeiros / Dourados News.

NOVAS INDÚSTRIAS

Beretta ainda afirma que há uma quantidade considerável de produtores querendo entrar na atividade, enquanto as plantas atuais já atingiram a capacidade de abate. Diante disso, o Estado trabalha com duas frentes: incentivar a expansão das indústrias já instaladas e atrair novos investidores.

“Nós estamos indo à São Paulo no mês de agosto, num evento internacional divulgar o nosso Estado, as potencialidades, para ver se a gente consegue trazer novas indústrias para poder dar mais oportunidade para os produtores entrarem no segmento”, afirma Beretta.

AVICULTURA NA EXPOAGRO

Para o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino Ferreira, o avanços da avicultura no Estado é a demonstração de força e credibilidade do agronegócio sul-mato-grossense. 

“Eu acho que um fórum como esse aqui vem trazer aos produtores rurais conhecimento no segmento e isso é de fundamental importância para que a cada dia mais a nossa avicultura cresça e ocupe o lugar de destaque a nível nacional. Isso é motivo de muito orgulho para nós”, afirmou Ferreira.

d56c0ec7 653a 4cbb a024 def7a5c4819aGino Ferreira, presidente do Sindicato Rural de Dourados. – Foto: Clara Medeiros / Dourados News.

Dourados é considerada um dos polos da avicultura no Estado, sendo o 4º município que mais movimentou frangos para abate no Estado, com 3,6 milhões de aves abatidas em 2025. Atualmente, a cidade tem 44 propriedades e 174 galpões ligados à avicultura.

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