Golpe do ‘falso advogado’ era realizado a partir de Dourados, diz polícia do DF
Operação desencadeada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio de delegacias especializadas em Mato Grosso do Sul, cumpriu mandados em municípios do Estado contra o golpe do ‘falso advogado’. Segundo as investigações, detalhadas nesta sexta-feira (6/3), as ações partiam de dentro da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).
Conforme relatado pelas autoridades, o esquema é aquele já conhecido pelos órgãos de segurança pública.
O suspeito entra em contato com a vítima por meio de aplicativos de mensagem, se passando pelo advogado responsável por um processo judicial real da pessoa. No caso que resultou na operação, uma idosa acabou perdendo valor considerável.
“Com o nome e a foto do verdadeiro profissional, [os criminosos] convencem a vítima de que há obrigações financeiras urgentes a cumprir para a conclusão do processo. No caso investigado, a vítima — uma pessoa idosa — foi levada a realizar transferências para contas controladas pelo grupo criminoso. Os autores chegaram a tentar obter um segundo repasse de valor ainda maior, porém frustrados quando a fraude foi descoberta”, explica a Polícia Civil do DF.
As investigações também revelaram a participação de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que teria atuado como elo central na dissimulação da origem ilícita dos valores obtidos com a fraude.
Seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas máximas que, somadas, podem alcançar 26 anos de reclusão.
Em Mato Grosso do Sul, participaram da operação o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e as Delegacias de Polícia de Caarapó e de Juti.

