Semana política de MS destaca Contar à direita, dilema em Paranhos e investigação por locaute
Aprovação de empréstimo, emendas à LOA da Capital, movimentação no TCE-MS e ação contra invasores também foram destaques
A semana em Mato Grosso do Sul foi marcada por decisões importantes no cenário eleitoral e jurídico da vida política do Estado. Movimentações partidárias, embaraço em Paranhos e investigação por suspeita de locaute no transporte coletivo da Capital foram os assuntos destacados pela cobertura do Jornal Midiamax. Relembre!
Contar à direita
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou nesta semana o deputado estadual Capitão Contar como pré-candidato do partido ao Senado. Contar confirmou a pré-candidatura e afirmou que a decisão de Valdemar foi baseada em pesquisas internas.
Atualmente, o partido trabalha também com as pré-candidaturas de Gianni Nogueira — vice-prefeita de Dourados — e Reinaldo Azambuja, ex-governador de MS que acabou de deixar o ninho do PSDB para disputar a vaga pelo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão do diretório com a volta de Contar, na visão de integrantes da sigla, atende a um anseio dos eleitores da direita.
Capital
E, na Capital, o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo, passou a ser investigado pelo MPT-MS (Ministério Público do Trabalho).

A apuração, iniciada após denúncia, apura a suspeita de prática de locaute, caracterizada por uma “greve fake” em suposto conluio entre o grupo bilionário e o sindicato que representa os funcionários da companhia. O Jornal Midiamax revelou, à época da paralisação, denúncia de motoristas que acusaram suposta coação contra os trabalhadores para pressionar repasse de verbas do Poder Público.
No TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou um recurso e manteve o afastamento do conselheiro Ronaldo Chadid, investigado por suspeita de corrupção.
E ainda falando em TCE-MS, a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) confirmou a indicação de Sérgio de Paula para a vaga de conselheiro no tribunal, a qual surgiu com a aposentadoria do ex-presidente da Corte Gerson Domingos. A aprovação contou com 23 votos favoráveis e uma abstenção.
Ainda na esfera legislativa estadual, a Alems aprovou um projeto que autoriza o Governo de Mato Grosso do Sul a contratar um empréstimo de R$ 950 milhões. A votação registrou 19 votos a favor, dois contrários e duas abstenções.
Na Câmara de Campo Grande, o projeto orçamentário para 2026 recebeu mais de 600 emendas. A previsão é de que a LOA (Lei Orçamentária Anual) do próximo ano seja votada até o dia 11 de dezembro.
Nesta semana, ainda, o governador Eduardo Riedel (PP) destacou ações de sustentabilidade do Estado e a “Lei do Licenciamento Ambiental Zero” durante sua participação na COP30. O evento reúne chefes de Estado e autoridades ambientais de vários países para discutir os caminhos para o clima e o meio ambiente.
Brasília
A atuação da bancada federal de Mato Grosso do Sul também foi destaque em Brasília. A senadora Tereza Cristina (PP) e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) apresentaram projetos distintos para derrubar o Decreto 11.838/2023, editado pelo Governo Federal. Segundo os parlamentares, o decreto classifica invasores de terras, incluindo membros do MST, como “defensores dos direitos humanos”.
No Senado, a CPI do Crime Organizado aprovou requerimentos para uma devassa de dados sobre conflitos de facções, apreensões e ações de inteligência na fronteira de MS. Assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública receberá pedido para fornecer dados sobre facções nos últimos cinco anos — de 2021 até 2025.
Visando ao desenvolvimento regional, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou um Atit (Acordo sobre Transporte Internacional Terrestre) que reduz a burocracia no transporte rodoviário. A medida, liderada pelo senador Nelsinho Trad, é considerada um avanço para a consolidação da Rota Bioceânica.
Ainda em Brasília, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizou uma reunião para discutir a viabilidade de um plebiscito no município de Rio Verde de Mato Grosso. A consulta popular tem objetivo de decidir sobre a mudança do nome da cidade para “Rio Verde do Pantanal”.

Paranhos
O Jornal Midiamax desembarcou nesta semana na cidade de Paranhos, que vive um impasse político após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Zanin determinou a posse imediata do prefeito eleito em 2020, Heliomar Klabunde (MDB). Klabunde conseguiu assumir a cadeira de prefeito após o STF formar maioria favorável ao recurso. Hélio Acosta (PSDB) assumiu a cidade interinamente e se elegeu em pleito suplementar neste ano. Agora, o tucano fica sem mandato como efeito das decisões.
A sessão convocada pela Câmara Municipal para dar posse ao novo gestor foi marcada pela ausência tanto de Klabunde quanto da população de Paranhos.
A reportagem do Jornal Midiamax esteve presencialmente na cidade, para ouvir políticos e cidadãos acerca do embaraço que se colocou no município após a decisão do STF.
Em entrevista, Heliomar Klabunde criticou a demora do Judiciário em diplomá-lo, afirmando que a Justiça Eleitoral “priorizou” o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro em detrimento do caso de Paranhos, que aguarda definição desde a eleição de 2020.
Enquanto isso, Acosta já assegurou que acionará o STF para discutir a situação da sua vida política.

