Gaeco mira grupo que frauda licitações há cinco anos
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpre 31 mandados de busca e apreensão dentro da Operação Copertura, desencadeada na manhã desta quarta-feira (1/10) nos municípios de Miranda, Sidrolândia e Campo Grande.
A ação mira esquema criminoso de fraudes em contratos de licitação há pelo menos cinco anos em Miranda.
De acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a organização ainda atuava na corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos.
“A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, licitações de diversos tipos de produtos no município de Miranda, desde 2020, por meio do conluio de empresários que fornecem propostas ou orçamentos “cobertura” e contando com atuação decisiva de agente público no esquema criminoso”, diz em nota o MP.
Ainda de acordo com o órgão, algumas empresas não possuíam sequer sede própria ou funcionários registrados, “mas venciam licitações de produtos das mais variadas características, como, por exemplo, materiais de construção, escritório, gêneros alimentícios, produtos de limpeza, informática, kits escolares, etc”, diz.
De acordo com as informações apontadas até o momento, mandados são cumpridos em uma livraria e em uma loja de informática. A primeira, em Sidrolândia e a segunda, na Capital, além de endereços no município onde ocorria as supostas irregularidades.
O termo “copertura”, de origem italiana, se traduz em português como “cobertura”, fazendo referência a artimanha comumente utilizada por organizações criminosas especializadas em fraudes licitatórias, em que os licitantes em conluio fazem orçamentos “cobertura” para determinada empresa vencer o certame.
A operação contou com apoio operacional do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Bope (Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais), ambos da Polícia Militar do Estado.

